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Comércio exterior
Exportações crescem o dobro da média
Sexta, 1 de Julho de 2005, 12h29
Fonte: Organização Mundial do Comércio
As exportações brasileiras, em valores, estão crescendo em 2005 a uma taxa quase duas vezes maior que a média do comércio mundial. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que, enquanto o primeiro quadrimestre apresentou uma taxa mundial de crescimento de 14%, o Brasil conseguiu obter um aumento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A média brasileira é superior à dos demais países do Mercosul, três vezes maior que a do México e superior ao desempenho dos Estados Unidos e Europa. Economistas não excluem que, se o ritmo de crescimento for mantido bem acima da média mundial, o Brasil poderá terminar o ano em uma posição melhor no ranking dos maiores exportadores do mundo.
Atualmente, o País está na 25ª posição, com apenas 1,1% das vendas mundiais e US$ 96 bilhões em exportações. Mas, para subir nesse ranking, que é liderado pela Alemanha, dois riscos terão de ser superados. O primeiro é o cenário internacional, que tende a se enfraquecer. O outro risco é o preço do petróleo influenciar a competitividade dos produtos brasileiros.
vUm outro fator a ser considerado é o desempenho dos concorrentes diretos do Brasil, entre eles Tailândia, Irlanda, Noruega e Suíça. Os três países europeus não apresentaram crescimentos em suas exportações de mais de 7% em 2005. No caso da Irlanda, com US$ 104 bilhões em vendas em 2004 e ocupando a 23ª posição no ranking, o aumento das vendas neste ano foi de apenas 3%.
No caso do Brasil, apesar do bom resultado em 2005, o ritmo de crescimento já foi desacelerado em relação ao mesmo período de 2004. As vendas em 2004 tiveram um crescimento de 32%, contra um aumento médio mundial de 21,1%. Para os primeiros quatro meses do ano, a taxa de 25,7% é superior ainda à média da América do Sul, que registrou crescimento de 23,8%.
A OMC estima que o comércio mundial não terá o mesmo crescimento em 2005. No ano passado, o aumento foi de 9%. Para este ano, não deve passar de 6,5%. Para a ONU, porém, essa taxa poderia chegar a 8%, ainda que os economistas da OMC o considerem como "demasiadamente otimista".
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