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Comércio exterior
Dólar baixo não impedirá Brasil de exportar US$ 112 bi, diz Furlan
Terça, 10 de Maio de 2005, 13h53 Fonte: Reuters
O governo manteve a meta de US$ 112 bilhões em exportações para 2005, apesar da forte desvalorizacção do dólar no ano, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, nesta terça-feira.
Segundo ele, o dólar baixo continua prejudicando as vendas externas brasileiras, mas a meta não será comprometida, porque alguns segmentos vão compensar esse impacto com aumento no volume.
Os setores de café, suco de laranja, aviões, minério de ferro, açúcar e soja devem aumentar o volume exportado no segundo semestre e, ao mesmo tempo, os preços dessas mercadorias tendem a subir, o que compensaria o impacto do dólar, explicou o ministro.
"O dólar baixo prejudica as exportações de vários setores, principalmente de maior valor agregado. Ele (o dólar) não muda a meta porque haverá compensações", afirmou Furlan no 17º Fórum Nacional do BNDES, no Rio de Janeiro.
O dólar acumula no ano, até segunda-feira, desvalorização de 7,65%.
"Eu continuo coerente ao dizer que os setores que são grandes geradores de mão-de-obra, como calçados, confecções, auto-peças e automóveis, estão tendo uma perda de rentabilidade e, em alguns casos, há até cancelamento de exportações, porque está havendo prejuízo", disse o ministro.
"Preocupa que esses setores, que são grandes geradores de mão-de-obra, estejam revendo seus planos. Tanto o ministro Palocci como o presidente Lula têm consciência disso e estão procurando minimizar esse impacto, aliviando os custos para compensar, em parte, a perda de rentabilidade provocada pela valorização do real."
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