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Comércio exterior
Brasil anuncia barreiras para produtos importados da China
Sexta, 20 de Maio de 2005, 12h29
Fonte: Invertia
A indústria reagiu bem à notícia de que o governo federal irá abrir espaço para o pedido de imposição de barreiras à importação de produtos chineses, apesar de reclamar da suposta demora com que a medida foi tomada.
"O Brasil não pode ficar desarmado em meio a toda essa guerra comercial, sobretudo no caso da China. Todos sabem da agressividade do mercado chinês e das práticas de comércio que aquele país exercita e são identificadas muitas vezes como não tão leais, com subsídios e dumping", afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará, nas próximas semanas, decretos que, na prática, autorizam setores que se sintam prejudicados pelas importações chinesas a entrarem com pedido de salvaguarda contra os produtos do gigante asiático, informou o Ministério do Desenvolvimento nesta sexta-feira.
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) considerou o anúncio "muito positivo". Segundo a entidade, de 2001 a 2004, a importação de produtos eletroeletrônicos chineses cresceu cerca de 260%, para US$ 1,9 bilhão.
"Essa decisão de regulamentar especificamente a China para nós é um primeiro passo, mas um primeiro passo importante, porque o governo quer agilizar os processos", disse Dário Roberto Bampa, diretor superintendente da Abinee. "Não adianta levar meses e meses discutindo porque a importação continua e o mercado continua aviltado", acrescentou.
Ele informou que os principais produtos do setor atingidos pelas importações são pilhas e baterias, material elétrico e componentes e produtos eletrônicos.
"É uma medida longamente aguardada", disse Claudio Vaz, presidente do Centro das indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). "As empresas que estão sendo agredidas pela concorrência desleal mantêm, agora, as esperanças vivas."
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, que representa um dos setores que mais sofre com a concorrência de produtos chineses no país, segundo o próprio governo, disse que só irá se manifestar sobre a adoção de salvaguarda após a publicação dos decretos no Diário Oficial da União.
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